Que o meu coração só tem olhos para dizer que te amo. ou amote, assim sem espaços ou revés. sôfrego tal e qual vontade ávida que tenho em conquistar-te todos os dias, fazer-te feliz todos os dias, dizer que te amo. todos os dias.
vou fazer-te tão minha que um dia vamos ser poemas de um qualquer poeta. calcorreio-te os lábios, diz ele, vagabundo-me pelo teu corpo, escreve ele. ah, o teu corpo. qual pequeno miúdo sou a brincar num parque de diversões. os teus olhos, podia ficar aqui horas a descrever os teus olhos castanhos escuros, aguarelas onde já ousei ver traços meus. o teu nariz, um escorrega de lábios, de dedos, deste meu sorriso que é teu. ou até os teus lábios. tenho medo de gastar os teus lábios. e se um dia já não há lábios para ninguém? não, deixa-me aproveitar enquanto posso.
quero que o nosso amor nos seja inato. e penso que nada melhor do que fazer de mim casa, onde te sintas bem aconchegada. um beijo e um abraço chegam, às vezes sinto-me inocente como criança, como estar parado e voar. anda, a próxima valsa é nossa. e por mais trambolhões, pés torcidos e joelhos esfolados por esse caminho fora, quero que saibas uma coisa, que o meu coração só tem olhos para dizer que te amo.
por amor, com amor.
homecoming heart
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