às vezes rio-me sozinho, quando me perco em devaneios próprios de meninos que não da minha idade. às vezes acontece, por momentos volto atrás no tempo, às tardes em que os bonecos ganhavam vida nas minhas mãos e salvavam o mundo, inteiro. mais imaginação, menos imaginação, rio-me quando te vejo em cima de um cavalo branco, de espada na mão a enfrentar dragões. só não salvas donzelas porque eu estou mesmo muito longe de ser uma, caso contrário, serias a heroína preferida de muitos. por enquanto, vais sendo a minha e espero que assim continues durante muitos bons e largos anos.
nunca te tinha dito? és a minha heroína de espada de papel. e admiro-te, todos os dias em que corres para a rua à procura de algo melhor, para ti e para os outros, de ser melhor, para ti e para os outros, de um mundo melhor, para ti e para os outros.
é estranho, tão estranho. mas o que todos vêem, eu vejo ainda maior. e se não fosses tu, minha heroína, que te fazes forte todos os dias e o fazes por mim e por ti, por nós, tu que tanto fazes por nos proteger e cuidar. e é por isso que te vou inventando histórias ao mesmo tempo que guardo, com afinco, as vitórias que conquistas todos os dias. um dia explico, a quem quiser saber, que as mãos calejadas e as rugas que te adornam são simples troféus que te fazem maior. um dia. por enquanto, dou asas à imaginação, conto-te em histórias e às vezes rio-me sozinho.
com amor, por amor.
homecoming heart
Que ternurinha de ser humano <3
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