ser a tua almofada, teu repouso. deixa de desperdiçar tempo com problemas inúteis, sonhos mirabolantes, estranhas formas de amar. tenho-te saudades, tenho até saudades do que te conhecia mas conheço-te tão bem que até mentalmente calcorreio cada linha da tua mão, qual vidente ansioso por te completar o destino. patati-patatá quando éramos pequenos dizíamos ver uma casa, um carro e, por fim, uma estranha piscina. tolos, inocentes, soubesse eu que basta apenas um sorriso, uma pequena mão dada e uma habitação dentro de ti para que eu faça sentido.
vem, vem cá e deixa que te ame.
vem, vem cá vem ser feliz. sai, foge dessa pequena gaiola que não é tua, que estranhas a cada hora que passa. quero que sorrias, rias quando puderes. que não faças caso da chuva lá fora e se tal for preciso, ensinar-te-ei a amar a chuva também. vou também mostrar-te que as cores fazem parte do mundo, que nem tudo tem de ser a preto e branco. alvorecer-te a alma, beijar-te o corpo, olhar-te nos olhos e aquecer-te o peito.
deixa-te cair, descansada. o pior já passou, prometo que já passou e comigo aqui quem ousará fazer-te mal? fecha os olhos e deixa, deixa-me abraçar-te essa dor, faz-me parte dela, dou-te a mão fugimos juntos. deixa-me ser a tua almofada, teu repouso.
com amor, sempre amor
óilifantes
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