fazer força, em ponteiros de relógio. às vezes custa, às vezes dói. pequenos gestos tornam-se difíceis de guardar. grandes, gigantes, alimentam-se da falta que me fazes. um abraço, dois abraços, um beijo, dois beijos, mãos dadas, pés enregelados aquecidos. às vezes, minto, quase sempre um sorriso e uma boa noite. é disso que se faz o amor. um jantar, com bastante luz que eu nem gosto de velas e tenho medo de te perder no escuro.
corre o tempo no calendário, tic tac. dia não, dia não, é dia sim e eu sei que vou ser feliz, contigo. olá para quê, nem te pergunto como estás. fazes parte de mim e conheço-te de trás para a frente, fazes parte dos meus dias mesmo que o teu lugar não seja este.
aquece-me, faz-me falta o alvoroço que me crias na barriga. deixa-me olhar para ti, abre-me a porta. deixa-me agarrar-te, prender-te, fazer-te minha. deixa que o mundo pare, que o tempo seja nosso, que pare. espera um bocado, venho já. vou só ali um bocadinho. fazer força, em ponteiros do relógio.
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