quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ficas-me bem, fico-te bem. às vezes apetece-me chamar por ti porque o teu lugar é aqui, ao pé de mim. nunca gostei muito de corações que prendem, sabes? mas percebo o quão difícil é, o quão desconfortável pode ser largar um pouco mais. diz que não, fica. pede para ficar. mas não, não é só uma vontade que reina e ainda há quem acredite que o destino se pode agigantar. assim, seja, longe das grades que o coração impõe e que a mente, turva, turva. mas queres ficar.
não, não te esqueças de mim. não quero que te esqueças de mim, nunca. tal como não me esqueço de ti, como te recordei ontem. como te recordo hoje. como te vou recordar amanhã.
o tempo leva-te as feições e vou perdendo os teus sorrisos, um a um. talvez um dia não me recorde nunca mais da maneira como sorris, da forma como me conquistaste. e o medo.
fica, quero que fiques. a minha voz respeita-te as vontades mas quero que fiques. porque eu amanhã não sei e é tão fácil perder-te por entre espaços, entre dedos. e a minha memória não é de elefante, tem guelras. se antes fosse capaz de te mostrar, de te dizer ficas-me bem, fico-te bem.

e no fim, um borrão.

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